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Urubus
Em algum lugar do mar sem fim
Tua alma flui
Ela flutua sobre a lâmina calma
De um pálido azul
Da areia fina, cor de nuvem
Teu corpo rijo e nu
Acompanha o caminhar
Da carne crua
Não mais se pertencem
Não mais se completam
Vivem agora em planos separados
Os urubus em remoinho
Nem sabem o que é alma


O Caos é dentro da gente
Cena 1 No princípio era a escuridão. No princípio era o silêncio. A calma acoplada à ordem. O silêncio e a escuridão em completude, evocando, talvez, justamente, o princípio. O Princípio de tudo. Aos poucos os ouvidos vão se acostumando. Há um barulho débil de cidade. Ou uma cidade tranquila, ou um horário tranquilo, ou uma cidade com medo, independente da hora. Poderia ser uma cidade devastada, em zona de guerra, sitiada, ocupada, destruída por uma invasão extraterrestre ou
ondovato9
22 de set. de 20213 min de leitura


O maior Círio de todos os tempos
Capítulo I Nossa Senhora de Belém do Grão Pará, 22 de outubro de 1700, por volta das 19:00h. O silêncio rumorejante da floresta noturna vinha sendo rasgado pelo rangido monótono dos engates de eixos e rodas da opulenta carruagem. O veículo, único de seu tipo na cidade, mesmo equipado com suspensão em lâminas de ferro, não era apropriado para os buracos, pedras e lama da estrada do Maranhão, em ponto já bem afastado do aglomerado urbano, obrigando o condutor a manobras ricas d
ondovato9
9 de ago. de 20225 min de leitura


Como arruinar a sua vida em 12 ou 13 lições
“Creiam-me, o menos mau é recordar; ninguém se fie da felicidade presente; há nela uma gota da baba de Caim.” Brás Cubas Prefácio Antes que tu, incauto/a leitor/a, enverede pelos becos nebulosos deste livro, convém um mínimo esclarecimento sobre as condições que suscitaram sua feitura. Não se trata de forma alguma de um contrato usual de mercado, ou da junção de dois ou três autores, ou mesmo da infame “criação coletiva”, mas, sim, de uma espécie de orgia espirituosa em que u
ondovato9
20 de set. de 20218 min de leitura


O Inominável
Na virada de 2018 para 2019, cerca de seiscentas ratazanas chegam a nado no mercado do Ver-o-Peso, em Belém. O fato inusitado teve pouca visibilidade, por conta do réveillon e da posse do novo governo. O que ninguém podia imaginar é que se tratava de uma invasão e que os bichos vieram reivindicar seu direito à superfície. O que acontece com uma nação que se submete aos ratos? Somos mesmo esse povo cordial? Até onde é possível resistir? Essas e outras perguntas estão em “O Ino
ondovato9
20 de set. de 202115 min de leitura


ondovato9
22 de set. de 20210 min de leitura
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